6.4.08

image click:


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19.2.08

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@Natalya Natalyuk

a leitura encenada é um género que não faz o meu género espaço pt, braga 2002

18.2.08

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@Natalya Natalyuk

a leitura encenada é um género que não faz o meu género espaço pt, braga 2002

17.2.08

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@Natalya Natalyuk

a leitura encenada é um género que não faz o meu género espaço pt, braga 2002

16.2.08

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a leitura encenada é um género
que não faz o meu género, uma co-produção com a companhia de teatro de braga, um espectáculo de Rogério Nuno Costa, a partir de "hamlet", de william shakespeare


13, 14 e 15 de setembro de 2002
espaço alternativo pt
braga



do programa:


um ESPECTÁCULO é tudo aquilo que atrai o nosso olhar e a nossa atenção, é uma contemplação. um ESPECTADOR é uma pessoa que vê um espectáculo. um ACTOR é uma pessoa que actua. isto não é um espectáculo. o cachimbo do Magritte ERA, de facto, um cachimbo. não somos surrealistas. somos hiper-realistas. estamos presentes, mas não queremos atrair nem olhares nem atenções. não nos contemplem. não acreditem. crucifiquem-nos. espectáculos certinhos são surrealidades que não fazem o nosso género.

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concepção e direcção artísticas

ROGÉRIO NUNO COSTA

interpretação
AMÉLIA CARRAPITO [a assistente intermediária]
GASPAR MACHADO [o operador de luz]
JEAN ACKLE [o operador de imagem]
MÁRCIO DÉCIO [o operador de som]
MARTA FREITAS [a voz do além]
ROGÉRIO NUNO COSTA [o artista]

paisagem sonora & música original
FREDERICO PEREIRA

cenografia & adereços
ROGÉRIO NUNO COSTA

figurinos
COLECTIVO

fotografia
SANDRA MELEIRO

textos originais
ROGÉRIO NUNO COSTA

colaboração musical
JOSÉ CARLOS PONTES
MARIA GALHARDO

produção executiva
AMÉLIA CARRAPITO
JOÃO PEDRO COSTA
ROGÉRIO NUNO COSTA

apoios
COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA
RUM – Rádio Universitária do Minho


este espectáculo não foi dedicado.

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@Alaíde Costa
[ espectadora ]


vou a tua casa/lado a casa da espectadora, lisboa 2003

15.2.08

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@Luísa Casella


vou a tua casa/lado a casa de espectadora, lisboa 2003

14.2.08

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@Luísa Casella

vou a tua casa/lado a fotografia promocional, lisboa 2003

13.2.08

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@Luísa Casella


vou a tua casa/lado a fotografias promocionais, lisboa 2003

12.2.08

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vou a tua casa/lado a, performance em espaço privado, lisboa (2003/2004); torres vedras (2004); londres (2004); covilhã (2006); braga (2006); caldas da rainha (2006); porto (2006); hamburgo (2007)



nas casas dos espectadores


do programa:

o título é literal. gosto de títulos literais. não acredito nos poético-simbólicos, filosófico-enigmáticos, sofisticados, ocultos ou encriptados. VOU A TUA CASA não engana ninguém; potencialmente terá o condão de assustar uns quantos, mas não é mais do que isto: um actor (urgente) a ir a casa de alguém. nada mais para além da simples aventura artística (teatral), em constante fuga do espaço e do tempo. a óbvia questão dos ‘limites do teatro’ vem por arrasto, mas não me interessa propriamente. interessam-me as pessoas, as casas, e o facto de ir ter com elas; se isso é mais ou menos teatro, mais ou menos espectáculo, mais ou menos espectacular, pouco me importa. aquilo que faço tem que ter sempre essa carga de 'realidade' forçada, arrancada a ferros do meu estômago, e cheia de truques maldosos e mentiras encapuçadas; gosto de fingir, fazer de conta que estou muito emocionado. não acredito na verdade. para mim é tudo mentira. é mentira que existem pessoas, casas, e eu a ir ter com elas. as cidades são mentirosas. eu minto com elas, e somos todos muito felizes.

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concepção & interpretação:
ROGÉRIO NUNO COSTA

fotografia:
LUÍSA CASELLA

filme:
INÊS OLIVEIRA

assistência:
ALAÍDE COSTA, ANA GOUVEIA, MARINA NABAIS [lisboa]
PAULA ROUSH
[londres]
JEANNINE TRÉVIDIC, RUI SENA
[covilhã]
CLARA ALVES DE SOUSA, SANDRA ANDRADE
[braga]
LUÍSA ARROZ
[caldas da rainha]
SUSANA CHIOCCA
[porto]
MARTIN WINKELMANN
[hamburgo]

apoios:
CENTRO EM MOVIMENTO
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

acolhimentos:
FESTIVAL A8 [transforma ac/torres vedras]
FESTIVAL POSTSCRIPT [o resto ac/msdm/londres]
QUARTA PAREDE [covilhã]
CENSURA PRÉVIA AC [braga]
FESTIVAL SONDA [caldas da rainha]
A SALA [porto]
FESTIVAL DANCEKIOSK [hamburgo]

[sessão "finalizante" (filme + instalação fotográfica + discussão) realizada no centro em movimento no dia 19 de março de 2004, com a presença de críticos, espectadores e curiosos.]

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@F. Ribeiro

ACTOR centro cultural de belém, lisboa 2004

11.2.08

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@José Luís Neves

ACTOR hospital miguel bombarda, lisboa 2005

10.2.08

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ACTOR,
uma co-produção com o centro cultural de belém, um espectáculo de Rogério Nuno Costa, a partir de "a preparação do actor", de constantin stanislavsky



black box . centro cultural de belém . programa boxnova [junho 2004]

casa de teatro de sintra . chão de oliva [julho 2004]
hospital miguel bombarda .
semana da juventude [março 2005]
blue elephant theatre/london .
welcome goodbye festival [maio 2006]



do programa:


em junho de 1978 nasci. em 1983 quis ser cantor, em 1985 médico pediatra, em 1990 jornalista-repórter-de-guerra. em setembro de 1999, inscrevi-me na repartição de finanças do restelo, bairro fiscal n.º 7, em lisboa, como artista de teatro. desde então, de cada vez que me perguntam o que fazes?, respondo sou actor. passados 5 anos, a crise existencial. (...) o resto não interessa. [alguns] meses depois, apetece-me dizer que o tempo dá cabo de muita coisa. (...) e este espectáculo continua a ser falhado, em todas as suas dimensões discursivas e noutras dimensões interessantes que os espectáculos têm (...). e eu vivo muito bem com isso. (...) mas continuo a achar que é obra: um actor dançar sem ter passado pela escola superior. e continuo a dizer que gostava muito mais de ser um bailarino que representa sem ter passado pelo conservatório. como não sou, este espectáculo é um espectáculo triste. (...)

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concepção & interpretação
ROGÉRIO NUNO COSTA

residência de movimento
MARINA NABAIS

vídeo
RUI RIBEIRO

luz

JOSÉ ÁLVARO CORREIA

desenho de espaço
F. RIBEIRO

som/música original

CARLOS MORGADO/MICRO AUDIO WAVES

figurino
TÂNIA FRANCO

design gráfico

ANA CALHAU

fotografia
JOSÉ LUÍS NEVES
LUÍSA CASELLA

colaboração
MIGUEL PEREIRA

assistência

ALAÍDE COSTA
MARINA NABAIS
MIGUEL BONNEVILLE


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@José Luís Neves

NO CAMINHO [vou a tua casa/lado b] fotografias promocionais, lisboa 2005
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no caminho, segunda parte da trilogia "vou a tua casa", uma performance de Rogério Nuno Costa, em espaços públicos à escolha do espectador, para um espectador de cada vez


outubro 2004—torres vedras/festival A8
novembro 2004/maio 2005—lisboa
maio 2005—final cut/discussão final (centro em movimento)


do programa:


entre a tua casa — onde estive —, e a minha — onde gostava que pudesses estar —, existe um ponto no meio. um ponto a caminho. no caminho. se me apanhares aí, nesse sítio, poderei então contar-te o segredo, desmascarar tudo, e desmascarar-me. nesse sítio impossível onde é possível respirarmos os dois ao mesmo tempo, quero pertencer ao teu mundo. de forma definitiva e perdida. não interessa o resto. interessa o que eu tiver para te contar, nesse instante, e o que tu quiseres que eu elimine de mim. deitarei fora tanto da minha vida real quanto a tua vontade de ver um espectáculo ditar. e depois será para sempre. até me fartar. até te fartares. e a coisa morrer de acordo com as leis naturais do universo. todas.

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concepção & interpretação:
ROGÉRIO NUNO COSTA

com a colaboração de:
CLÁUDIA JARDIM
VICTOR GONÇALVES

fotografia promocional:
JOSÉ LUÍS NEVES
LUÍSA CASELLA

design:
F. RIBEIRO

apoios:
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
CENTRO EM MOVIMENTO
TRANSFORMA AC

[sessão "finalizante" (filme + instalação fotográfica + discussão) realizada no centro em movimento no dia 26 de maio de 2005, com a presença de críticos, espectadores e curiosos.]

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9.2.08

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@Luísa Casella

Saudades Do Tempo Em Que Se Dizia Texto teatro taborda, lisboa 2003

8.2.08

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@Luísa Casella


Saudades Do Tempo Em Que Se Dizia Texto teatro taborda, lisboa 2003

7.2.08

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saudades do tempo em que se dizia texto, um espectáculo de Rogério Nuno Costa, a partir de textos escolhidos por várias pessoas


teatro taborda . lisboa.
5.ª mostra-te [novembro 2003]
casa da juventude de santo amaro . laranjeiro [fevereiro 2004]




do programa:

um texto é uma entidade com vida própria, fascinante, mas assustador. sempre me intrigou pela forma implacável como resiste ao actor, como cria defesas, como se faz difícil. a minha primeira ideia para este espectáculo foi trabalhar essa luta permanente que é um actor a tentar apoderar-se de um texto. pedi a um grupo de pessoas com quem já trabalhei (e que de certa forma foram importantes para a minha formação), que me escolhessem um texto. aquele que considerassem ser “a minha cara”, aquele que achassem me pudesse ter reflectido em cada palavra, aquele que acreditassem ser o ideal para um actor envolvido num processo de criação que é sinónimo total de confronto com um palco, uma ideia metida num palco, uma imagem que ele próprio possui de si. olhando para os textos, percebi de imediato que me encontrava no caminho que implacavelmente me conduziria a uma reflexão sobre mim. um espectáculo que haveria de ser “a minha cara”. uma imagem de mim arquitectada pelas mentes de um conjunto de pessoas que conhecem (em graus diferentes) essa dita (minha) relação de luta. uma imagem feita de escolhas, díspares todas, por vezes incongruentes. imagens que são ruídos, cores, cheiros, rasgos de ideias, coisas que eu deixo/deixei agarradas para sempre à pele de alguns que um dia me puderam ouvir de uma maneira “artisticamente” atenta. se os textos são a minha cara, então isto é um espectáculo de caras. ou então imagens de caras. nunca um espectáculo sobre mim. nunca um espectáculo sobre os textos. nunca um espectáculo sobre as pessoas que os escolheram. um intérprete que interpreta em solo a sua própria imagem reflectida em estilhaços de palavras e de sons e de conjuntos dos dois. interpreta-se. um solo em formato de imagem de si. (...) imagens que me levaram a deitar-me no divã da regressão, para perceber donde vinha, onde estava, para que raio de sítio me estava a deslocar. a 500 à hora. tenho saudades do tempo em que fazia teatro e não me preocupava nada com isso. não me questionava sobre o valor poético de um gesto, de uma palavra, de um movimento. não concordava com o facto de um texto ter vida própria. um texto era um texto. e o meu aparelho fonador era o meu aparelho fonador. tenho saudades dessa década de 90 que parou para pensar, enquanto eu parava apenas para descansar dos momentos em que não estava parado. tenho saudades do tempo em que parava e não pensava. tenho saudades das músicas que os meus pais ouviam em 1978. tenho saudades de não saber ler e perguntar. tenho saudades de não saber andar, não saber cair. tenho saudades de ser míope sem saber. tenho saudades dos pesadelos com o Brutus (o inimigo do Popeye). tenho saudades da primeira mudança de casa, dois anos depois. e tenho saudades do dia em que nasci. e não me lembro. através deste espectáculo, através do meu corpo metido dentro de um espectáculo, através de um conjunto de textos metidos à força dentro do espectáculo e dentro do meu corpo, quero voltar a parar, para não pensar, só para parar. quero deixar de sentir saudades e dizer um texto como se fosse a primeira vez. como se fosse sempre a primeira vez. não dizer. não falar. recusar terminantemente. ou então observar as linhas todas de um texto a cortarem-me em secções semióticas cheias de sentido. (...) quero conquistar o meu (...) corpo, esquartejá-lo em blocos sensatos de beleza, como se faz aos textos. criar-lhe a estrutura que lhe falta, uma qualquer, linguística; perceber de que país é verdadeiramente, que língua fala, que língua quer falar. homenageá-lo. agradecer. e ficar à espera. (...) tenho saudades do tempo em que fazia teatro e o teatro não me servia para nada. hoje o teatro serve-me para coisas de mais. [e] eu só quero lembrar-me do meu corpo, como ele era. apaixonar-me por ele. e ter consciência plena de que tudo isto é deslumbrantemente inútil (...).

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concepção & interpretação
ROGÉRIO NUNO COSTA

a partir de textos escolhidos por
JOÃO CABRAL
JOÃO GARCIA MIGUEL
MARINA NABAIS
PAULA SÁ NOGUEIRA
REGINA GUIMARÃES
ROSA COUTINHO CABRAL
SOFIA NEUPARTH

desenho de som
ANDRÉ CASTRO

desenho de espaço
F. RIBEIRO

fotografia
LUÍSA CASELLA

apoio ao movimento
MARINA NABAIS

vídeo
SÍLVIA FIRMINO

figurinos
TÂNIA FRANCO

apoios
A MENINA DOS MEUS OLHOS AC
À QUATRO — CENTRO DE IMAGEM
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
CASA MUNICIPAL DA JUVENTUDE DO LARANJEIRO
CENTRO EM MOVIMENTO
JUNTA DE FREGUESIA DA PENA
TEATRO TABORDA


este espectáculo é dedicado aos meus pais, que em meados de setembro de 1977 me conceberam; e ao meu irmão, que nasceu seis anos depois...


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@José Luís Neves

Lado C, casa de Rogério Nuno Costa, lisboa 2006

6.2.08

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@José Luís Neves

Lado C, casa de Rogério Nuno Costa, lisboa 2006

5.2.08

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@José Luís Neves

Lado C, casa de Rogério Nuno Costa, lisboa 2006

4.2.08

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lado c, terceira parte da trilogia "vou a tua casa", um espectáculo de Rogério Nuno Costa, na casa do próprio


1.ª fase—casa do criador (alcântara)/maio_outubro 2005
2.ª fase—casa do criador (coração de jesus)/junho 2006
3.ª fase—casa emprestada (festival "habitar a cidade", évora)/outubro 2006


do programa:

antes de começar: isto não é uma proposta de ‘teatro ao domicílio’, e também não é ‘teatro itinerante’, e também não é uma ‘intervenção urbana’, e também não é uma ‘proposta performativa híbrida que cruza várias linguagens’, ou então que ‘fica ali na fronteira’. trata-se de um ESPECTÁCULO, palavra mais do que suficiente para explicar aquilo que se pretende explicar. e porque é de um ESPECTÁCULO que se trata, é sobre ele que se fala: para que serve? quem o legitima? quem o analisa? quem o cataloga? quem o contextualiza? quem o ignora? quem lhe cospe em cima? quem o faz? quem o vê? quem o compra? quem o programa? quem o documenta? para quem é dirigido? porque é que existe? porque é que existe assim? que outras formas teria ele para poder existir? ou seja: estratégias de marketing e relações públicas adaptadas ao ambiente doméstico, compra e venda de materiais de escritório, nouvelle cuisine minhota, cura de enxaquecas, pesquisas google, conspirações ultra-secretas, candidatura a apoios pontuais, tudo misturado num espectáculo simultaneamente ergonómico, nutricional, esotérico, medicinal e muito politicamente cultural. para espectadores desconfortáveis com a sua condição de espectadores. para espectadores-criadores. espectadores que não acreditam. mas que discutem. e para espectadores que gostam de comer. este ESPECTÁCULO é sobre este ESPECTÁCULO. uma coisa muito auto-fágica, portanto. metida para dentro. virada do avesso.


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concepção & interpretação:
ROGÉRIO NUNO COSTA

assistência:
ALAÍDE COSTA [1.ª fase]
MIGUEL BONNEVILLE [2.ª fase]

observadores:
LUÍS FIRMO
MÓNICA GUERREIRO
NELSON GUERREIRO
TERESA PRIMA
TIAGO BARTOLOMEU COSTA
VERÓNICA METELLO

artistas convidados:
ANDRÉ E. TEODÓSIO
BEATRIZ CANTINHO
INES JACQUES
PATRÍCIA PORTELA
PEDRO PENIM
SÓNIA BAPTISTA

design:
NUNO COELHO

fotografia & tradução:
JOSÉ LUÍS NEVES

remodelação de espaço:
MIGUEL MELO

apoio à produção:
LEONOR BABO
PAULO FONSECA

apoios:
ALKANTARA
CIA. DE DANÇA CONTEMPORÂNEA DE ÉVORA
ESCOLA SUP. DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
DIF PUBLICARDS
INSTITUTO DAS ARTES/MINISTÉRIO DA CULTURA
PRADO — ESPAÇO RUMINANTE

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@Erica Vieira

FUI, #3, auditório de bolso do teatro universitário do minho, braga 2005

3.2.08

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FUI, esboço #3, uma performance de Rogério Nuno Costa, em co-produção com o teatro universitário do minho, no auditório de bolso do TUM, braga (setembro 2005)



do programa:

continua a ser uma performance pretérita, conjugada apenas para dizer que é mais importante o que acontece antes da performance acontecer do que a performance propriamente dita a acontecer no tempo em que é conjugada. voltar ao auditório de bolso significa para mim voltar a revolver coisas pretéritas, umas mais perfeitas que outras. há coisas por resolver. vou enfiar a cabeça na boca do lobo, de uma vez por todas. levar a tareia. aprender a lição. pagar as favas. não comer os bolos. fazer todas as penitências corporais. a pronto. sem suaves prestações, perdões ou piedades. sem fechar os olhos. sem parar de respirar. sem pausas expressivas. sem amnistias internacionais. julgados de paz. abaixo-assinados. pedidos de clemência do presidente da república. uma performance condenada. uma performance morrida. uma performance presentemente ausente. uma performance definitivamente sem futuro.


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concepção & interpretação
ROGÉRIO NUNO COSTA


figurino
MIGUEL BONNEVILLE


operação de som

JOÃO PEDRO COSTA

operação de luz
BRUNO CORREIA


fotografia
ERICA VIEIRA

fotografia promocional
PATRÍCIA DA SILVA

filmagem
HUGO LOUREIRO

participação especial
PATRICIA PAAY

produção executiva
BRUNO CORREIA
HUGO LOUREIRO


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@Ângelo Fernandes

FUI, #6 [reprise], casa conveniente, lisboa 2006

2.2.08

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FUI, esboço #6 [+#4, +#5], uma performance de Rogério Nuno Costa, em co-produção com a casa conveniente, lisboa (dezembro de 2005 + março de 2006)


[versão natal.]

—FUI, esboço #6 [+#4, +#5], ///dezembro 2005

[versão primavera, versão coelhinho da páscoa.]
—FUI, esboço #6 [reprise], ///março 2006



do programa:

primeira parte / no caminho: demoro quinze minutos certos a chegar, a pé, desde a casa onde vivo, até à casa conveniente. de caminho, vandalizo umas paredes, conspurco uns cartazes de companhias que abomino, insulto três ou quatro entrevistadores no rossio. lisboa continua a não ser sítio para se estar. mais valia ser puta.

segunda parte / vou a tua casa: vou começar a chular o “vou a tua casa”. ponho-lhe em cima uns trapos catitas, uns perfumes baratos, umas meias de rede, uma peruca... depois vendo-o a preço de feira aos programadores e aos festivais da moda. tenho exactamente trinta minutos para o fazer; o tempo que a peça ao domicílio demora a chegar à casa conveniente.

terceira parte / lado c: demoro outros quinze minutos a apurar a satisfação do cliente. se o feitiço funcionou, ou se a culatra me devolveu o tiro. intacto. ser artista é fodido. mais valia ser puta.

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concepção, textos, edição vídeo, interpretação:

ROGÉRIO NUNO COSTA

captações vídeo, assistência geral ao espectáculo:
MIGUEL BONNEVILLE

fotografia de cena:
JOSÉ LUÍS NEVES
[versão natal]
ÂNGELO FERNANDES
[versão primavera]

participação especial [em vídeo]:
TERESA PRIMA

apoios:
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
CASA CONVENIENTE
ALKANTARA
EIRA

CÃO SOLTEIRO
PATRÍCIA PORTELA

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@José Luís Neves

FUI, #7, teatro taborda, lisboa 2005

1.2.08

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FUI, esboço #7, uma performance de Rogério Nuno Costa, em co-produção com a 7.ª mostra de teatro jovem de lisboa/teatro taborda, lisboa (novembro de 2005)



do programa:

FUI é a conjugação pretérita do verbo ir. diz respeito a um passado, que no presente da performance se projecta para uma incógnita futura. "ir ali e já vir, para te levar comigo para outro sítio". trata-se de uma proposta profundamente dogmática, vazia e preconceituosa. na verdade, é bastante mais importante (interessante) o que acontece antes e depois da ‘coisa’, do que a própria da ‘coisa’ a acontecer no momento presente em que acontece. por isso, para que serve a ‘coisa’ afinal? fui a tua casa. fui ter contigo ao jardim da estrela. fui ali ver se chovia. fui ali e já vim. e agora vens embora para casa comigo, se faz favor. o presente é insuportável. e lisboa não é sítio para se estar...

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concepção:
ROGÉRIO NUNO COSTA

captação-vídeo/interpretação/figurinos "dogma":
MIGUEL BONNEVILLE

fotografia/interpretação:
JOSÉ LUÍS NEVES

participações especiais:
SOFIA ARRISCADO
CLÁUDIA JARDIM
STAFF TABORDA

folha de sala:
TIAGO BARTOLOMEU COSTA

apoios:
TEATRO TABORDA
EGEAC
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

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@José Luís Neves

FUI, esboço plástico, fotografia promocional, lisboa 2006

31.1.08

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FUI, esboço plástico, uma vídeo-instalação de Rogério Nuno Costa, em co-produção com o museu dos biscaínhos, estreia em braga (janeiro de 2006)


—braga/museu dos biscaínhos, jan. 2006
[exposição colectiva "este é o meu corpo", curador: Rui Effe]

—lisboa/casa conveniente, mar. 2006
[semana da juventude]

—lisboa/eira 33, set. 2006
[exposição colectiva "all my independent women", comissária: Carla Cruz]


—braga/E S P A Ç O/censura prévia ac, fev. 2007
[ciclo de mini-espectáculos "para ficar a perceber ainda menos sobre o amor"]


—lisboa/bar purex, mai. 2007
[festival ad-wood]




do programa:


fui, esboço plástico” esteve exposto ao público durante uma semana (janeiro de 2006) no museu dos biscaínhos, em braga, no âmbito de uma exposição colectiva subordinada ao tema “este é o meu corpo”, ou o corpo visto e (re)visto pelo seu proprietário, ou seja, eu, convidado que fui pelo comissário antónio rui effe para, na condição de performer, desenvolver um esboço do projecto “fui” com uma intenção “plástica”, i.e., qualquer coisa instalada perenemente lá nos sítios do white cube; a coisa que fiz, ainda que plástica e perene, não se aguentou mais do que uma semana (quando deveria ter sido um mês) porque entretanto foi fechada por ser demasiado “chocante” (palavras dos próprios); ‘censorship means ignorance’, disse eu; ‘problemas técnicos’, disseram eles; a saber: da instalação fizeram (fazem) farão parte os seguintes materiais de trabalho: onze centímetros de pila (outros nomes: piça, picha, caralho, pau, pirilau, mastro, verga, ...) em ponto morto; vinte e um a vinte e dois centímetros de pila (...) em potência máxima; filtro de luz para atenuar as arestas; sacos do lixo fornecidos pela câmara municipal de lisboa, extra-large, cor preta; eco-pontos-wannabe disponíveis em três cores de clássico perfil; um corpo sem roupa filmado sem rede; várias roupas sem corpo, separadas, empacotadas, etiquetadas, destinadas a acções beneméritas de diversa índole; papel branco cortado em pedaços muito pequeninos, à tesoura, como mandam certas memórias infantis; fita-cola de papel, para segurar sacos, eco-pontos-wannabe, memórias de pila e roupas sem corpo; caneta de feltro preta em fundo post it, catalogação oblige; 'hung up', madonna, versão mp3; banda sonora do filme 'le mépris', de jean-luc godard, versão captada pelo microfone directamente das colunas; plasma projector, versão continente, versão compra inteligente; colete reflector com publicidade à duracell (aka advanced performance colete); série de cuecas h&m disponível em três cores, design moderno, nova colecção (não patrocinadas); frames vários de outras coisas em formato digital; re-aproveitamentos da cozinha à boa maneira artesanal; tabuletas brancas em papel duro, inscrições em preto, alguns ornamentos, coisa pouca (propostas várias para mudanças de rumo); objectos série b (ainda em processo de selecção e à espera da confirmação do alto patrocínio da loja hun shei yang); fotografias (à falta de dinheiro para polaroids); cartas-convite, sobrescritos comerciais, declarações de interesses, actas da reunião, recibos verdes, cheques-compra, balanços anuais e outros almanaques; formulário de candidatura do projecto 'vou a tua casa trilogia - projecto de documentação' ao apoio a projectos pontuais do instituto das artes, na categoria de 'transdisciplinares'; esboços-tentativa do projecto em questão, carvão em fundo branco, agrafes e dossier da papelaria fernandes; chinelos de quarto, lenços de papel, mantas para os pés, pantufas em forma de coelho; caixas de costura; panos pretos do teatro; cadeiras vermelhas do teatro; outras coisas do teatro, sobretudo textos do teatro e roupas do teatro; saquetas de tang laranja, tang maracujá e tang frutos exóticos; jarra transparente; rótulos de outras embalagens; palavras escritas nas paredes, nos buracos onde se pode; palavras sprayadas para cima disto tudo; papéis amarfanhados com palavras dentro; esferográficas azul e vermelha (tinta permanente); árvore de natal artificial, sem enfeites; cartaz “dogma 2005”; leitor de cd’s; o livro ‘sobre a indústria da cultura’, de theodor w. adorno; e por aí fora; não censuro esta lista inimaginável; um, porque é minha; dois, porque quem dá para depois tirar, ao inferno vai parar; eles já lá estão todos, a arder. ‘censorship means ignorance, but it can also mean friendship protection, which is a very weird kind of ignorance as well’. deveria espalhar.

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concepção, performance, edição vídeo:
ROGÉRIO NUNO COSTA

captações, assistência:
MIGUEL BONNEVILLE

fotografia:
JOSÉ LUÍS NEVES

apoios:
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

CASA CONVENIENTE
ALKANTARA
CENSURA PRÉVIA AC
PUREX
EIRA


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@Pedro Penim

FUI, versão torres vedras ["the fabulous life of...], espaço tzero, torres vedras 2005

30.1.08

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FUI, versão torres vedras, três intervenções performativas de Rogério Nuno Costa, em co-produção com a transforma ac, torres vedras (novembro de 2005)


—changing rooms, instalação-vídeo
[foyer do hotel império, torres vedras]

—the fabulous life of..., performance/talk-show
[espaço tzero/transforma ac, torres vedras]

—while you were out, performance duracional/exposição
[quarto 501 do hotel império, torres vedras]



do programa:

—CHANGING ROOMS
o ‘vou a tua casa’ é muito pouco documentável, ou talvez não. isto é uma tentativa difícil de transformar resíduos em imagens que perdurem no tempo. como se fosse possível traduzir a memória mais fragmentária em ilusões cinemáticas. o ano passado apeteceu-me bater de porta em porta, qual apregoador de seitas e remédios santos. fi-lo este ano. apresentei-me. ofereci-me. embrulhado em papel de jornal regional, religiosamente colocado no quarto de hotel, às quintas-feiras em ponto. não cobrei nada em troca. documentei os momentos posteriores à entrega dos prémios. um abuso de privacidade. há pessoas em torres vedras que vêem espectáculos. e nem se importam de dizer porquê.

—THE FABULOUS LIFE OF...
bem-vindos a mais uma edição do programa líder de audiências da oeste_tv — the fabulous life of… —, hoje em directo da cidade de torres vedras, onde viemos encontrar a senhora dona Maria de Jesus, que vê espectáculos e nem se importa de dizer porquê! o tema do programa de hoje é: hábitos culturais! fique para ver as estratégias seguidas pela senhora dona Maria de Jesus para convencer os amigos a ir ao teatro; e ainda: a opinião dos habitantes de torres vedras sobre este e outros assuntos. venha conhecer a cidade de torres vedras pela mão da senhora dona Maria de Jesus e divirta-se com as actuações da escola de dança de torres vedras. ainda neste programa, estaremos à conversa com alguns dos artistas que actuaram na cidade durante esta semana, para além de outras supresas imperdíveis! não saia do seu lugar! voltaremos já de seguida.

—WHILE YOU WERE OUT
choveu muito. fez sol nalguns dias de juízo. a Madonna rebentou com o ‘hung up’. a Shakira ganhou o best female. o José Saramago lançou as ‘intermitências da morte’. o Francisco Luís Parreira desancou o Jorge Silva Melo. o Paulo Ribeiro saiu do aveirense. o meu espectáculo abriu a mostra. o VH1 fez um ‘abba day’. a ‘primeira companhia’ admitiu segunda recruta. a Luísa Albuquerque apareceu. as festas da cidade terminaram a 13. a praga de moscas foi resolvida. no pingo doce não deu. na escola primária não deu. na brasileira de torres não deu. nas casas dos habitantes não deu. no gabinete de apoio técnico da câmara municipal não deu. no café do sporting não deu. nos paços do concelho não deu. é do quarto 501 do hotel império que se vêem melhor as ranhuras da cidade.

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CHANGING ROOMS

concepção, captações & edição vídeo:
ROGÉRIO NUNO COSTA

participantes:
MARIA DE JESUS
MIGUEL
FILOMENA
DIANA
"BOLINHA"



THE FABULOUS LIFE OF...

concepção & apresentação:
ROGÉRIO NUNO COSTA

reportagens:
MIGUEL BONNEVILLE & ROGÉRIO NUNO COSTA

cenografia & desenho de luz:
JORGE BORGES

grafismos & flashs:
FILIPE BRANCO

convidados:

MARIA DE JESUS
NELSON GUERREIRO
TERESA PRIMA
PEDRO PENIM
MARTIM PEDROSO
SÓNIA BAPTISTA
PATRÍCIA PORTELA
LUÍS FIRMO
LUCILINA & NINEU
STAFF TRANSFORMA

convidados especiais:
ALUNOS DA ESCOLA DE DANÇA DE TORRES VEDRAS

operador de câmara:
RUI RIBEIRO


WHILE YOU WERE OUT

concepção:
ROGÉRIO NUNO COSTA

interpretação:
ROGÉRIO NUNO COSTA & MIGUEL BONNEVILLE


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@Joana Campos Silva

A Oportunidade do Espectador, "The Curator's Office", transforma b, torres vedras, 2007

29.1.08

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@Artur Félix

A Oportunidade do Espectador, "The Curator's Office", transforma b, torres vedras, 2007

28.1.08

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THE CURATOR'S OFFICE, primeira fase do projecto "a oportunidade do espectador", com curadoria de Rogério Nuno Costa, no espaço da transforma ac, torres vedras (novembro 2007)


—período de residência [1 a 5 de novembro de 2007]
—apresentações públicas
[4 e 5 de novembro de 2007]



do programa:

entre os meses de outubro de 2006 e outubro de 2007, realizei um total de 8 workshops em 8 cidades diferentes (caldas da rainha, torres vedras, porto, lisboa, hamburgo, braga, berlim e almada). esses workshops basearam-se em pressupostos teórico-práticos e conceptuais desenvolvidos no seio do projecto “vou a tua casa", trilogia que apresentei ao longo de três anos (2003/2006) em várias cidades portuguesas e estrangeiras, assim como noutros projectos a ela adjacentes: “FUI” (2005/2006) e “projecto de documentação” (2006/2007). o documento “dogma 2005”, que compila num set inflexível e incontestável de regras os avanços teorizantes dos projectos atrás elencados, tornou-se na ferramenta basilar utilizada nos ditos workshops. dos 70 “artistas” participantes, desafiei 17 a darem seguimento aos projectos criados durante o workshop, embora respeitando de forma ainda mais rigorosa e contínua as regras impostas pelo “dogma”. convidei depois mais 3 participantes de 3 outras cidades onde a trilogia “vou a tua casa” foi apresentada (londres, covilhã e évora), totalizando assim um grupo de 20 participantes, aos quais chamo “espectadores oportunos”. a estes juntei um grupo de “pensadores”, um grupo de “observadores” e uma “selecção de esperanças” (para uma nova ordem do diálogo crítico em portugal); ainda uma série de terroristas de rua, alguns videoclips clandestinos com meias na cabeça e voz distorcida, uma ideia de filme, uma ideia de livro, conversas secretas, um workshop de dança hip hop, a fundação oficial da associação dos amigos do “vou a tua casa”, uma exposição da “arte dos espectadores” e um dj set de música totalitária. tudo desligado e tudo desembrulhado. “a oportunidade do espectador” é, por isso, sobre liberdade artística, mas também sobre corrupção, sobre imposição de novos cânones, sobre a ética do observador, sobre a importância do msn messenger e do blogger.com para a criação artística contemporânea e sobre o nascimento de mais uma seita nominalista (que já começou a recolher o dízimo) mas que não passa de um novo modernismo ressuscitado com sotaque e retórica pós-modernos. ‘abaixo a tentativa anacrónica de superação doentia da crise da contemporaneidade’, diz o “dogma”. ‘power to the people!’, digo eu.

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curadoria:
ROGÉRIO NUNO COSTA

observação punitiva:
ANDRÉ E. TEODÓSIO

participantes performativos:
JOANA VAZ
CRISTIANA ROCHA
DINIS MACHADO
JOANA CAMPOS SILVA
ARTUR FÉLIX
NATASCHA MOSCHINI

operação de câmara:
MARIA LEMOS

design:
DIOGO MACHADO

documentação:
JOSÉ LUÍS NEVES

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26.2.07

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